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Planilha Básica para Investimento em Ações

Para um melhor desempenho do investidor em ações na Bolsa de Valores é primordial saber se está ganhando ou perdendo dinheiro e, para is...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Fechamento do Mês de Novembro de 2016

“Um otimista vê uma oportunidade em cada dificuldade. Um pessimista vê uma dificuldade em cada oportunidade".
Winston Churchill


CHARGE





FECHAMENTO



Neste mês a carteira seguiu o Ibovespa e teve uma forte queda de 13,64% devolvendo a valorização do mês anterior, mas ainda segue na frente do índice da bolsa paulsta.

Desempenho do Mês:
Carteira: -13,64%
Ibovespa: -5,90%
CDI: 1,04%
IPCA: 0,26%


Seguindo a estratégia de comprar ações dos papéis mais defasados da carteira, foram aportados mais dois salários mínimos, R$ 1.760,00, que, somados aos proventos recebidos, foram suficientes para adquirir mais 31 ações da Cielo [CIEL3] e de mais 19 ações da Comgás [CGAS5].

Proventos do mês de novembro: R$ 32,02
BBDC4: R$ 1,48
BBAS3: R$ 30,54  

Acesse a "Planilha Básica para Investimentos em Ações" aqui ou saiba mais sobre ela aqui.


LEITURA DO MÊS


23 Coisas Que Não Nos Contaram Sobre o Capitalismo
Autor: Chang, Ha-Joon


Sinopse da Editora:

Em 23 Coisas que não nos Contaram sobre o Capitalismo, um dos pensadores mais iconoclásticos da atualidade destrói os maiores mitos a respeito do mundo em que vivemos. Segundo se diz por aí, o capitalismo pode ter as suas falhas, mas não existe realmente nenhuma alternativa para o capitalismo de livre mercado; em última análise, ele está tornando todo mundo mais próspero. O Ocidente é mais eficiente e tem mais Know-how é o caminho a ser seguido por todos certo? Errado. Este livro vai virar de pernas para o ar os conceitos convencionais sobre Economia. Ele revela a verdade por trás dos mitos e mostra como o sitema realmente funciona.

COMENTÁRIO

De acordo com o autor, o mercado livre não existe em razão de uma série de regras e limites que restringem a liberdade de escolha.
O autor também afirma que os países desenvolvidos que hoje defende o livre mercado nos países em desenvolvimento foram os mais protecionistas no passado.
E citado o exemplo da Coreia do Sul que “aplicou todas as receitas que os países desenvolvidos dizem que não se deve aplicar: subsídios, protecionismo, planos estatais, intervencionismo”.
Maior estabilidade macroeconômica não tornou a economia mundial mais estável e políticas de livre mercado raramente tornam países pobres mais ricos.
Além dessas, o livro traz muitas afirmações que desmistifica o capitalismo e, para nossa decepção, mostra que o capitalismo, apesar de ser o melhor sistema econômico, não é essa maravilha toda que nos fazem acreditar.


NOTÍCIAS DO MÊS

As notícias do meses de outubro e de novembro retratam a intensa retração da economia brasileira. A retomada do crescimento e a forte entrada de investimentos estrangeiros em razão do golpe  impeachment não aconteceram e o pessimismo já é evidente no comércio em geral. O crescimento que viria em 2017 ficou para 2018 e desconfio que alguma melhora na economia, se houver, ocorrerá somente após a posse de um presidente competente porque com este não há qualquer esperança. A única certeza é que a vida de milhões de pessoas vai piorar nos próximos meses.
Quando assumiu a presidência como titular Michel Temer prometeu montar um governo de notáveis, mas o que se observa é que seu ministério é composto pelo que há de pior na política brasileira e a maioria de seus ministros estão delatados na Operação Lava Jato.

Há uma grande possibilidade de Temer não terminar o que lhe resta de seu mandato e ser apeado do poder assim como foi sua  antecessora.
Diante disso, continuo fora da bolsa e presente no conforto da renda fixa e, apesar da irracionalidade do mercado de renda variável, não vejo mais valorização do Ibovespa e arriscaria dizer que 65.000 foi o seu topo neste e no próximo ano e o fundo só o tempo dirá.

Terra | Investimentos recuam 2,2%, diz novo indicador do Ipea. No terceiro trimestre deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado, o investimento registrou uma redução de 9,9%.
ISTOÉ Dinheiro | IPC-Fipe sobe 0,27% em outubro e deixa inflação acumulada no ano em 5,62%.
Valor | Vendas de veículos caem 17,2% em outubro ante 2015, aponta Anfavea. O emplacamento de caminhões no mês passado, que somou 3,4 mil unidades, queda de 40,4% na comparação com o mesmo mês de 2015.
Reuters | Base de telefonia móvel no Brasil encolhe 9% em setembro ante um ano atrás.
Exame | Produção industrial cresce em nove locais em setembro. Dois estados mantiveram em setembro o mesmo nível de produção do mês anterior e outros três tiveram queda.
G1 | Vendas do comércio têm a maior queda para setembro desde 2002. Na comparação com setembro do ano passado, o comércio sofreu tombo de 5,9%. Com isso, no ano, o varejo acumula queda de 6,5% e, em 12 meses, de de 6,6%. Em relação ao mês anterior, o recuo foi de 1% .
Valor | Fitch mantém nota do Brasil e reafirma perspectiva negativa
Agência cita incerteza quanto à implementação de medidas fiscais.
País perdeu o selo de bom pagador no final de 2015 e está com nota 'BB'.
Boa Vista SCPC | Títulos protestados disparam e acumulam alta de 28,8% no acumulado de 2016 até outubro. Na comparação interanual, os títulos protestados aumentaram 81,9% e 52,2% em relação ao mês anterior.
Valor | A inadimplência do consumidor dispara e vai a 4,8% em outubro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta é de 6,4%.
Reuters |  Depois de ter encolhido 3,8 por cento em 2015 e sofrer retração de 3,5 por cento neste ano, o FMI piora projeções para economia do Brasil e deixa de ver crescimento em 2017.
Reuters | Volume de serviços do Brasil cai em setembro e tem pior queda anual para o mês desde 2012 com tombo de 4,9%.
Serasa Experian | Atividade econômica cai mais e frustra recuperação. houve queda de 0,7% no movimento dos negócios no terceiro trimestre na comparação com o segundo trimestre de 2016.  Em comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve retração de 2,9% na atividade econômica.
Valor | Economia brasileira fecha 3º trimestre com recuo de 0,78%, aponta BC. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,78% no trimestre encerrado em setembro, em comparação com os três meses antecedentes, e teve retração de 3,84% ante o terceiro trimestre de 2015. É a pior sequência da série estatística iniciada em 2003.
Estadão | Emprego na indústria de SP cai 0,38% em outubro. No ano, demissões chegam a 92 mil, diz Fiesp.
Estadão | Fábricas brasileiras operam com o menor nível de ocupação em 16 anos. Segundo dados da FGV, uso da capacidade instalada da indústria de transformação este ano está em 73,9%, o nível mais baixo desde 2001, quando o monitoramento começou a ser feito.
Estadão | PIB recuou 0,99% no 3º trimestre, estima FGV. Pelos números da pesquisa Monitor do PIB, economia registrou a sétima queda trimestral consecutiva. [aguardar resultado oficial]
Folha | Crise leva pessoas com diploma a trabalhos como recepcionista e faxineiro.
Infomoney | Pessimismo aumenta e economistas esperam queda de 3,40% no PIB em 2016, mostra BC.
Valor | Faturamento das empresas cai pela primeira vez desde 2012. De julho a setembro, pela primeira vez em mais de quatro anos, a receita líquida de 278 empresas de capital aberto apresentou queda nominal de 3% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Valor | Venda de combustíveis caiu 8,8% em outubro, ante igual período do ano passado, pior retração mensal desde janeiro deste ano. No ano, o mercado acumula queda de 4,7%.
Reuters | Recessão aprofunda no 3º tri e PIB do Brasil encolhe 0,8%. Sobre o terceiro trimestre de 2015, o PIB despencou 2,9 por cento.
O Globo | Sétima queda seguida do PIB põe Brasil na lanterna das economias. PIB do país agora aparece em último lugar numa lista de 40 países, segundo Austin Rating.


Capital Externo Na Bolsa


  • Em Novembro: R$ -2,524 bilhões
  • Em 2016: R$ 14,993 bilhões
  • Saldo Acumulado:  R$ 65,628 bilhões


Para Finalizar



Namore alguém que fale de você como Noblat fala de Temer, aconselha consultor.




Veja também:



domingo, 6 de novembro de 2016

Planilha de Ações


Muitas pessoas têm utilizado a Planilha Básica para Investimentos em Ações e muitas vezes recebo, com grande satisfação, o resultado de edições de nossos leitores. 
O último que recebi foi do amigo Grazziano S. Santos, que aprimorou algumas funções da planilha e disponibilizou um modelo mais didático para o controle de ações que pode ser acessado aqui.
Bons investimentos!


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Fechamento do Mês de Outubro de 2016

“Veja as flutuações do mercado de ações como suas aliadas, não como suas inimigas, lucre com a insensatez em vez de participar dela.”
Warren Buffett


FECHAMENTO



Neste mês a carteira seguiu a forte ascensão do Ibovespa e fechou com alta espetacular de 13,85%.

Desempenho do Mês:
Carteira: 13,85%
Ibovespa: 12,82%
CDI: 1,05%
IPCA: 0,08%




Seguindo a estratégia de comprar ações dos papéis mais defasados da carteira, foram aportados mais dois salários mínimos, R$ 1.760,00, que, somados aos proventos recebidos, foram suficientes para adquirir mais 27 ações da BB Seguridade [BBSE3] e de mais 125 ações da Prumo Logística [PRML3].

Proventos do mês de setembro: R$ 1,75
BBDC4: R$ 1,75



Acesse a "Planilha Básica para Investimentos em Ações" aqui ou saiba mais sobre ela aqui.

LEITURA DO MÊS



A ARTE DE PENSAR CLARAMENTE
Autor: Dobelli, Rolf

SINOPSE:

Já se sabe, não é de hoje, que a tão incensada racionalidade humana é falha e todos os indivíduos são passíveis de erros de avaliação e escolhas equivocadas. Best-seller internacional, traduzido para 30 idiomas, com mais de 500 mil exemplares vendidos na Alemanha, A arte de pensar claramente – do fundador do Zürich Minds e ex-diretor do grupo Swissair, Rolf Dobelli – reúne pesquisas inovadoras de economia comportamental, psicologia e neurociência para abordar erros cognitivos recorrentes.  Com trânsito livre no alto escalão do mundo corporativo, Dobelli também se surpreendeu com a sucessão de falhas de interpretação que levou à crise de 2008, especialmente, num ambiente no qual deveria predominar a racionalidade. No livro, o autor aponta 52 armadilhas crônicas e afirma que erros de pensamento são desvios sistemáticos em relação ao raciocínio e ao comportamento ideais, lógicos e sensatos. Formado em Ciências Empresarias e com PhD em Filosofia da Economia pela Universidade St. Gallen, na Suíça, Dobelli chama atenção para a repetição dos mesmos enganos, quase sempre numa mesma direção, e insere ao debate a tendência humana para a ilusão e excesso de confiança no processo de tomada de decisões e escolhas.  Ao buscar compreender os mecanismos que induzem a mente humana ao erro, valendo-se de conhecimentos da psicologia, evolucionismo e da ciência cognitiva, Dobelli lista em A arte de pensar claramente a reincidência de tais equívocos e esmiúça o quebra-cabeça do raciocínio humano.


COMENTÁRIO

Economia comportamental é um assunto atual e o autor dessa obra prima é um das maiores estudiosos do tema.
Apesar da complexidade do tema, o livro e de fácil leitura e suas cerca de 300 páginas podem ser lidas em poucos dias.
Neste livro o autor nos apresenta uma série de armadilhas do pensamento que demonstram os limites de nossa racionalidade.
Muitos desses limites nos fazem compreender um pouco mais o comportamento humano e perceber que, nem sempre, estamos no controle de nossas ações.

NOTÍCIAS DO MÊS

  • O Dia | Em 12 meses, vendas de veículos novos têm queda de mais de 27%.
  • Folha | Produção Industrial cai 3,8% em Agosto. No ano, a produção industrial acumula queda de 8,2%.
  • Valor | PIB Brasileiro cai 0,91% em agosto e nos últimos doze meses a retração foi de 5,48%.
  • O Globo | Pedidos de recuperação judicial têm alta de 62% em relação a 2015.
  • Reuters | Brasil perde quase 40 mil empregos formais em setembro, pior que o esperado. No acumulado dos últimos 12 meses a economia brasileira perdeu 1.599.733 vagas de empregos formais.
  • Reuters | Inadimplência no Brasil fica em 5,9% em setembro, maior nível da série, diz BC.
  • Valor | Taxa de desemprego vai a 11,8% no 3º trimestre, aponta IBGE.
  • Reuters | Arrecadação federal cai 8,27% em setembro, diz Receita. O dado veio abaixo da expectativa de 96 bilhões de reais e representou o pior desempenho para o mês desde 2009.


CAPITAL EXTERNO NA BOLSA



  • Em Outubro: Entrada de R$ 4,474 bilhões
  • Em 2016: Positivo em R$ 17,517 bilhões
  • Saldo Acumulado:  R$ 68,152 bilhões


PARA FINALIZAR

Apresentadora da GloboNews, Maria Beltrão, lê e-mail do Dr. Cuca Beludo.


Veja também:


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Os Sete Pecados Capitais do Investidor

Seguir a maioria e não reconhecer fracassos são alguns dos hábitos a evitar


Artigo publicado no WSJ, por KIRSTEN GRIND


Já se passaram quase cinco anos desde o auge da crise financeira dos Estados Unidos e os investidores aprenderam muita coisa nesse período. Será mesmo?
Apesar da crise que fez tantos investidores amargarem prejuízos em vários mercados, quando se considera o comportamento deles, aqueles instintos enraizados que governam nossas ações, pouca coisa mudou, segundo psicólogos e consultores financeiros.

Os investidores continuam cometendo os mesmos tipos de erros que há décadas os põem em dificuldades. Eles são atraídos pela última tendência, querem seguir a multidão e não conseguem dar a devida atenção a detalhes importantes, como as elevadas taxas anuais cobradas por muitos fundos mútuos.
Mas há maneiras de evitar essas armadilhas. O investidor precisa de um plano concreto e rápido para seus objetivos de investimento; precisa encontrar alguém de confiança, seja um consultor ou parente, para ajudá-lo a tomar decisões; e deve parar de dar tanta atenção aos eventos de curto prazo que alimentam a mídia.
Eis aqui os sete pecados capitais do investimento, sem uma ordem específica, e como se proteger contra eles.

Luxúria: Tentar repetir o desempenho recente
A convicção dos investidores de que o desempenho recente vai ditar o desempenho futuro é uma das maiores armadilhas em que podem cair, dizem os especialistas.

 "As pessoas tendem a comprar algo que teve bom desempenho recentemente", diz Terrance Odean, professor de finanças da Faculdade de Administração Haas, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Um exemplo recente é o ouro. O metal vinha numa trajetória de alta mesmo antes da crise financeira, e os investidores correram para ele.
Para combater esse comportamento, os consultores financeiros dizem que é importante que o investidor estude o histórico dos preços e do desempenho dos investimentos mais populares no momento, não apenas nos últimos meses ou anos, mas em períodos de pelo menos dez anos ou mais. O ouro, por exemplo, vinha aumentando de preço desde 2001, mas o exame de um período mais extenso mostra que ele ficou atrás das ações e mal acompanhou a inflação.
Orgulho: Excesso de confiança
Os investidores costumam superestimar seu conhecimento de determinado investimento, dizem psicólogos e consultores financeiros. "Nos achamos bons demais", diz Odean. "Todos nós precisamos de uma boa dose de humildade."
A melhor maneira de um investidor conter seu excesso de confiança é ter à mão uma outra pessoa que examine com imparcialidade suas ideias de investimento. Pode ser um consultor financeiro, amigo ou parente que não seja afetado diretamente por qualquer decisão.
Preguiça: Ignorar custos
É comum investidores simplesmente não prestarem atenção aos detalhes. Um exemplo é a disposição deles de investir em fundos mútuos que cobram taxas elevadas e dão baixo retorno, diz James Choi, professor associado de finanças da Faculdade de Administração Yale.
Atraídos pelo nome do gestor ou pelo seu desempenho recente, os investidores não examinam a percentagem da comissão cobrada pelo fundo. Em vez de investir num fundo de índices barato que acompanha um índice amplo do mercado, como o S&P 500, e que cobra uma taxa de administração baixa, por vezes de apenas 0,05%, eles preferem um fundo administrado por um profissional que escolhe ele mesmo as ações e cobra uma taxa muito mais alta, diz Choi.
Só que os fundos mais caros costumam ter desempenho pior que os mais baratos, diz Choi, citando vários estudos.
Inveja: Querer ser parte do clube
O que é melhor do que um ótimo negócio? Um ótimo negócio disponível só para você.
No período anterior à oferta pública inicial do Facebook, em maio de 2012, consultores financeiros dizem que receberam uma enxurrada de telefonemas de clientes que queriam comprar a ação antes da estreia nas bolsas. O fato de que havia um número limitado de ações disponíveis para os investidores de varejo só fez aumentar o frenesi, dizem os consultores.
O desejo de fazer parte de uma oferta exclusiva muitas vezes leva as pessoas a colocar dinheiro num investimento que não se enquadra nos objetivos gerais da sua carteira, agindo contra o seu próprio discernimento. Quem aplicou dinheiro no Facebook logo após sua estreia nas bolsas viu a ação da empresa cair abaixo de US$ 20 alguns meses depois — muito menos que o preço de US$ 38 do lançamento. (Hoje a ação está cotada em torno de US$ 44.)
Ira: Não reconhecer o fracasso
As pessoas odeiam perder dinheiro.
A aversão à perda, como é chamada pelos psicólogos, não é difícil de detectar. Nos anos 2000, os investidores seguraram suas ações de tecnologia mesmo enquanto elas despencavam, tal como fizeram com as ações do setor financeiro durante a última crise, e assim como continuam fazendo hoje.
"As pessoas não querem ser sinceras com elas mesmas e reconhecer o prejuízo", diz Brad Klontz, psicólogo clínico e professor associado de planejamento financeiro na Universidade Estadual do Kansas.
Em vez de apenas pesquisar o desempenho financeiro de uma determinada ação, o investidor precisa entender o ambiente econômico o melhor possível, dizem consultores financeiros. Se uma empresa depende da recuperação do mercado de trabalho ou do mercado imobiliário para ter um bom desempenho, o investidor deve compreender perfeitamente bem as perspectivas desses setores e planejar seus investimentos de acordo.
Gula: Viver apenas para o dia de hoje
Muitas vezes os trabalhadores não começam a poupar cedo porque veem a aposentadoria como um evento muito distante, dizem consultores financeiros e psicólogos.
O fundamental para os investidores, diz Klontz, é tornar a aposentadoria algo menos abstrato. Investidores devem fazer a si mesmos uma série de perguntas sobre que estilo de vida querem ter quando se aposentar. Que idade? Onde querem morar? O que vão fazer?
Quando os investidores percebem o pouco tempo que lhes resta para economizar, diz Klontz, muitas vezes isso os encoraja a aumentar suas contribuições para a aposentadoria ou refrear os gastos.
Ganância: Seguir o rebanho
Quando o mercado de ações despencou durante a crise financeira de 2008, alguns investidores venderam toda a sua carteira de investimentos e converteram tudo em dinheiro vivo. O mesmo fenômeno está acontecendo agora no mercado de títulos: preocupados com o efeito do aumento dos juros, os investidores estão fugindo desse mercado.
Para combater o medo que acompanha um declínio do mercado ou outros eventos adversos, é crucial, dizem consultores financeiros, que o investidor tenha um plano detalhado para o seu portfólio e continue fiel a ele, sejam quais forem os acontecimentos de curto prazo. O plano deve descrever a meta do investidor em títulos, ações e outras aplicações e basear-se nos seus objetivos de aposentadoria.